terça-feira, 26 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ei, você...
Você já se perguntou o que ia acontecer? E o que fazer?
Você se conhece? E o que pensa conhecer? O que você quer saber?
Você se sente feliz?
E agora?
Já cansou de compartilhar a sua miséria? Ou assistir a "felicidade" alheia?
Por que não se juntar à festa?
Por que não fazer algo que realmente te interesse?
Do que você tem medo?
O que tem medo de você? Quem?
Quem é você?
Nunca cansa de fingir?
L.M.
2010, Pasargada
domingo, 17 de outubro de 2010
"A verdade é revolucionária", já diziam as velhas alemãs
Para exibir a verdade, basta repetir o que já foi dito, dentro do menu daquelas escolhas que, curiosamente, já foram escolhidas. Contemplar a mim mesmo vender a minha voz. Publicidade. Senso comum. Opacidade aberta, desconfiança. Linhas do partido ou da empresa. Papel.
Para expressar uma verdade, é necessário antes de tudo ser verdadeiro, ser pessoalmente verdadeiro, implacavelmente verdadeiro, sensualmente verdadeiro. A nossa própria impressão ou experiência não admite compromisso, meia-voz, meia-mentiras, amenidades. Sermos transparentes, antes de tudo para nós mesmos, naquele momento.
Aqueles que são verdadeiros consigo mesmos, demonstram, comunicam a sua verdade e se fazem vulneráveis. Abrem-se, inclusive, para a crítica. Ao expressar a sua diferença criam condições para um diálogo entre iguais e para uma verdadeira comunidade.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Greve Geral na França
Avancemos rápido e sem recuo!
Reforma da idade de aposentadoria, ataques a imigrantes, demissões, cortes em massa de seguro desemprego para os desempregados e, mais amplamente, uma repressão crescente sobre todos aqueles que são pobres, jovens ou marginalizados...o Estado quer garantir aos patrões condições “favoráveis” de exploração.
Essa política vai além das fronteiras nacionais. Na Espanha, Grécia, Portugal, Alemanha ou Irlanda...os mesmos “planos de austeridade” são arranjados nos ministérios governamentais. O objetivo dos governantes é dinamizar a economia confrontada pela competição global.
E tudo isso vai nos manter fazendo o nosso serviço monótono, trabalhando duro e “apertando os cintos” no interesse da classe dominante!?
Se se encontra a mesma lógica política nos quatro cantos da terra, é pelas “necessidades” do desenvolvimento económico e certamente não pelas necessidades da população. O sistema capitalista sempre concentra riqueza mais e mais. Os meios de produção são concentrados em menos e menos mãos. Continuando nesse caminho, o sistema só pode intensificar a violência social. Nenhum Estado, nem nenhum governo, vai mudar qualquer coisa. A máquina foi ligada e as instituições que dependem dela botam óleo nas suas engrenagens sem nenhum escrúpulo.
A única força que pode descarrilar essa máquina é a nossa: a força dos explorados, dos excluídos, daqueles sem futuro...é vital intensificar o movimento e organizar a convergência das lutas diferentes. A batalha lançada pelos estudantes de ensino médio, pelos motoristas de trem, pelos estivadores...nasce da mesma recusa em aceitar o destino reservado para nós. A conversa de vendedor de carro usado dos sindicatos e dos partidos esquerdistas apenas reforça as nossas separações em prol de seus interesses e programações eleitorais. É somente agindo em conjunto que nós podemos sair da nosso isolamento e vencer nossas lutas.
A emergência de um movimento social autônomo e radical, necessitando da participação de todos os proletários, é uma necessidade óbvia e cada vez mais urgente, essencial no mundo inteiro.
Seja onde estivermos, vamos nos juntar e lutar para construir uma resistência real e concreta.
Contato: uncollectifenlutte@riseup.net
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Fragmentação
Uma vez que a opressão é delegada na pirâmide do poder por meio de especialistas, a própria opressão é especializada. Enquanto nós estamos extremamente motivados a atacar a opressão que nos afeta mais, se nos concentrarmos apenas na nossa opressão particular (especializada) acabamos jogando na mão dos especialistas do poder.
Lutando contra uma opressão não devemos nunca perder de vista o fato de que se trata de apenas uma parte da totalidade opressiva.
Resistência fragmentária pode conquistar alguma melhoria na nossa condição particular, podemos até conseguir uma vitória - mas pra cada cabeça que cortamos, o monstro cresce outra em outro lugar.
Aumentando o Padrão de Vida ou Daqui a pouco o Brasil vira uma Potência
"Por que as pessoas dos países livres e prósperos da Europa odeiam a si mesmos e as suas vidas tanto que acabam procurando, e muitas vezes encontrando, a solução definitiva no suicídio?"
